BIOGRAFIA

Origem:
– De famílias portuguesas radicadas em Moçambique desde o princípio do Séc. XX. Nasceu em Novembro 1922, durante uma permanência de sua mãe em Portugal. Foi levado para Moçambique em 1924.

Habilitações:
– Concluiu em 1941 o sétimo ano liceal. Frequentou Estudos Bantos na Universidade de Pretória, Rep. da África do Sul.

Nomeações e Promoções (datas da posse):
Serviços de Administração Civil:
– Aspirante, into., a Fevereiro 1942;
– Chefe de Posto, a 19 Abril 1947;
– Secretário de Circunscrição, a 29 Junho 1948;
– Administrador de Circunscrição, a 7 Setembro 1959.

Instituto do Trabalho, Previdência e Acção Social:
– Assistente de 1ª classe, into., por Port. Min., a 23 Janeiro 1963;
– Idem, provo., por Port. Min., a 10 Abril 1963;
– Idem, defo., por Port. Min., a 5 Novembro 1966.

Centro de Informação e Turismo:
– Chefe de Serviços de Cultura Popular (letra E), após a reestruturação efectuada pelo Decreto nº 170/70, de 3 Abril 1970 (B. O. 34/1970);
– Técnico Director (letra D), após a nova lei orgânica do C. I. T. efectuada pelo Decreto-Lei nº 108/73, de 29 Março 1973 (B. O. 38/1973);
– Ao abrigo do Acordo firmado entre a FRELIMO e o Governo Português, serviu em Moçambique durante os dois primeiros anos após a Independência, exercendo as funções de Director do Centro de Informação e Turismo (Bol. da República, nº 86, II Série, 24 Julho 1976).

Serviços Nacionais e Moçambicanos onde desempenhou funções:
– Adm.ção da Circ.ção do Mogincual;
– Adm.ção da Circ.ção do Báruè;
– Adm.ção da Circ.ção do Marromeu;
– Adm.ção do Concelho de Quelimane;
– Inspecção de Emigração em Ressano Garcia;
– Posto Administrativo do Lioma (Gúruè);
– Direcção dos Serviços de Administração Civil (L. Marques);
– Adm.ção da Circ.ção da Macanga;
– Adm.ção da Circ.ção de Homoíne;
– Inspecção do Transvaal Oriental (Curadoria dos Indígenas Portugueses na África do Sul);
– Secretaria Distrital da Adm.ção Civil de Manica e Sofala (Beira);
– Direcção dos Serviços dos Negócios Indígenas (L. Marques);
– Instituto do Trabalho, Previdência e Acção Social (L. Marques);
– Centro de Informação e Turismo (L. Marques);
– Universidade Eduardo Mondlane, Republica Popular de Moçambique – contratado, por conveniência urgente de serviço, como equiparado a assistente, em regime da acumulação e além do quadro da Universidade (Bol. da Republica, nº 11, II série, 19 Julho 1975);
– Arquivo Histórico de Moçambique (Maputo), Projecto de Microfilmagem da Documentação sobre Moçambique existente em Portugal (Lisboa, 1 Julho 1983 a 17 Maio 1988). Microfilmaram-se os documentos seleccionados nos seguintes arquivos, por ordem da consulta:
– Reservados da Sociedade de Geografia de Lisboa;
– Arq. Hist. do Ministério das Finanças;
– Arq. Hist. do Ministério do Equipamento Social (ex. Obras Públicas);
– Museu da Alfândega de Lisboa;
– Arquivo Geral e Arq. Hist. da Marinha;
– Arquivo – sede da Comp. da Zambézia (logo depois mandado destruir pela nova gerência).
Foi atingido um total de 621.810 microfilmes. Os pormenorizados relatórios mensais, regularmente enviados, devem encontram-se no Arquivo Histórico de Moçambique, em Maputo.
Os seguintes arquivos foram estudados e relatados mas não microfilmados:
– Arquivo do Tribunal de Contas;
– Serviço Nacional de Estatística;
– Academia de Ciências de Lisboa;
– Arquivo da Casa da Moeda – Imprensa Nacional.

Representante dos seus serviços em comissões e grupos de trabalho:
– Em 1960, grupo de trabalho em cumprimento do inquérito recebido da Comissão Económica para a África (Serviços e Bem-Estar Social);
– Em 1961, grupo de trabalho para a revisão da legislação sobre assistência sanitária;
– Em 1964, Comissão de Planeamento Regional do Sul;
– Em 1965, Comissão Consultiva do Serviço Extra-Escolar.

Vogal nos serviços responsáveis pela elaboração dos Planos de Fomento:
– Em 1962 a 1964, vogal da Comissão de Estudos de Planos de Fomento;
– Em 1966, vogal da Comissão Técnica de Planeamento e Integração Económica;
– Em 1972, nos grupos “Demografia” e “Mão-de-obra” (IV Plano de Fomento).

Comissões em serviços públicos e em instituições de interesse público:
– Em 1950, no Comando de Segurança Pública, para elaborar novo regulamento de imigração;
– Em 1951, como comissário ad-hoc a S. Tomé, para os Serviços dos Negócios Indígenas;
– Na década de 1960 aceitou o cargo de bibliotecário da Sociedade de Estudos de Moçambique.
– Em 1965, no Distrito de Tete, em missão confidencial para o Serviço de Centralização e Coordenação de Informações;
– Em 1966/7, no Distrito da Zambézia, em missão confidencial para a Secretaria-Geral;

Participação em diversas reuniões, tanto nacionais como internacionais:
– I Congresso da Sociedade de Estudos de Moçambique e da South African Association for the Advancement of Science (L. Marques) Julho 1958;
– II Congresso da Sociedade de Estudos de Moçambique (L. Marques) 4 a 11 Setembro 1960;
– Simpósio de Sociologia Médica e Antropologia Social (L. Marques) 6 Abril 1972;
– I Encontro de Musica Chope (Zavala, Moçambique) Agosto 1972;
– Visitou os E. U. A., em Setembro de 1972, a convite do Council on Leaders and Specialists, tendo proferido conferências e participado em debates nas universidades de Washington, Bóston, Siracusa, Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque;
– II Encontro de Musica Chope, sob a direcção de Hugh Tracey que também atribuiu os prémios (Zavala, Moçambique) princípios de 1974;
– Congresso Internacional de Sociologia e Antropologia na África Austral (L. Marques) finais de 1975;
– Conference on the Iron-Using, Bantu-Speaking Population of Southern Africa before about 1800 (Universidade de Leiden, Holanda) 26 a 29 Setembro 1978;
– II Seminário Internacional de História Indo-Portuguesa (Lisboa) 20 a 24 Outubro 1980;
– Debate sobre temas de subdesenvolvimento (Universidade do Minho, Braga) 6 Junho 1984;
– IV Seminário Internacional de História Indo-Portuguesa (Lisboa) 11 a 16 Novembro 1985;
– V Semana de Cultura Africana (Museu Antropológico, Universidade de Coimbra) 17 a 22 Novembro 1986;

– VI Semana de Cultura Africana (Museu Antropológico/Universidade de Coimbra) 22 a 27 de Maio de 1988;
– Reunião Internacional da História de África – Relação Europa-África no Terceiro Quartel do Séc. XIX (Instituto de Investigação Científica Tropical/Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga, Lisboa) 10 a 13 de Outubro de 1988;
– I Reunião de Arqueologia e História Pré-Colonial (Lisboa) 23 a 26 de Outubro de 1988;
– Politicas de Desenvolvimento e Estruturas Sócio-Culturais Africanas/Academia Internacional Liberdade e Desenvolvimento (Quinta de Ribafria, Sintra) 12 a 20 de Setembro de 1990.

Participação em projectos estrangeiros que incluíam Moçambique:
– Origens da Urbanização na África Oriental (Central Board of National Antiquities, Estocolmo, Suécia) segunda metade de 1991 e primeira metade de 1992;
– IV Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literaturas Lusófonas (Universidade de Santiago, Galiza) 13 a 15 de Setembro de 2000.

Participação em delegações nacionais nomeadas para conversações nos países estrangeiros vizinhos:
– Primeiras conversações em 1950, sobre o aproveitamento hidroeléctrico de Kariba, realizadas em Salisbúria (Rodésia do Sul);
– Conversações em 1961, com os delegados da Suazilândia, sobre o prolongamento da via-férrea.

Lições, devidamente solicitadas, sobre temas de sociologia e de trabalho:
– Para as filiadas no Movimento de Promoção da Mulher Nativa, em 1964;
– Para o Curso de Formação dos estudantes do ensino secundário, em 1965;
– Para o Instituto de Educação e Serviço Social, em 1966.

Acompanhante, em seis ocasiões distintas, de nacionais e estrangeiros que a convite do Governo Português, visitaram Moçambique, destacando-se:
– Embaixador e Embaixatriz da Noruega, 6 a 17 de Junho de 1965. Visitaram: em L. Marques (Museu, instalações portuárias, escolas, liceus e Universidade); No Limpopo (labores agro-pecuários, indústrias de transformação, estabelecimentos escolares, etc.); Ilha de Moçambique; Cidade de Nampula; Quelimane (Direcção da Soc. du Madal, recepção na Associação Africana); Guruè (plantações de chá); Cidade da Beira; Parque da Gorongoza; 
– Dr. Norman Bailey, professor de economia política da Universidade da Cidade de Nova Iorque, encarregado pela Fundação Gulbenkian de elaborar, com outros peritos, uma obra sobre a realidade contemporânea da África Portuguesa. Esta nomeação foi feita por sugestão do próprio Ministério do Ultramar, (v. arquivo do Centro de Informação e Turismo – 1965);
– Maestro Joly Braga Santos, de 10 a 20 Março 1966. Este conhecido maestro foi convidado a visitar Moçambique para conhecer e avaliar as expressões musicais dos diversos povos indígenas. Como era de esperar reconheceu o excecional talento musical dos Chopes, que nunca tinha visto nem ouvido. Com o espanto de todos os presentes, substituiu-se à figura central do compositor. Sentando-se no meio dos componentes da grande orquestra de timbilas (xilofones) e, sem quaisquer dificuldades, participou como maestro e executante até ao final da composição desempenhada.
 

O seu nome foi incluído na Enciclopédia Verbo/Edição Século XXI (Vol. 25, p. 648).
Está também referenciado (Vol. V, pp. 198/200), no Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, das Publicações Europa-América.